O Dia de Nossa Senhora
de Fátima, 13 de maio, foi celebrado em diversas paróquias, com
grande devoção. Em nossa paróquia, não foi diferente. Há alguns anos, a
celebração em louvor a Maria, Virgem de Fátima, faz parte do calendário.
O povo carioca, em
especial, tem uma imensa devoção por Nossa Senhora de Fátima, uma vez que a
colônia portuguesa é acentuada em nossa cidade.
Na Santo Afonso, a Pastoral
Liturgia deu um toque singelo a toda celebração, com a participação de Grupos
Marianos e a comunidade tijucana demonstrando um grande amor pela Mãe de Jesus,
que não nos desampara.
A igreja estava superlotada
de fiéis apaixonados por Nossa Senhora de Fátima.
Desde a procissão de
entrada, passando pela coroação até o enceramento com a bênção dos terços e
procissão interna, foi emoção demais. Bastava olhar à nossa volta e perceber um grande número de pessoas
comovidas, atentas às leituras e à homilia do nosso pároco, Pe. Luís Carlos,
salientando que a Liturgia da Palavra - preparada para o dia - tinha tudo a ver
com a festividade e percorreu, brevemente,
sobre as principais aparições de Maria. Décadas após o descobrimento da América,
Maria apareceu, pela primeira vez em solo americano, a um pobre índio mexicano,
o Juanito - Nossa Senhora de Guadalupe. Aqui no Brasil, relembrou, quando
os pescadores saíram à procura de peixes,
no Rio Paraíba do Sul, e nada conseguiram, lançando depois as redes nas águas e
apanharam o corpo de uma imagem de Nossa Senhora sem a cabeça; jogando novamente
a rede pescaram a cabeça da mesma imagem - Nossa Senhora Aparecida. Numa
retrospectiva histórica, partindo do processo da revolução industrial, partiu
para brindar a assembleia sobre a aparição de Maria, em Fátima/Portugal, a três
pastorinhos – Jacinta, Francisco e Lúcia.
Ficou, certamente, nos corações de todos,
que celebrar a Virgem de Fátima torna-se necessário o processo de conversão
constante, que trilha por caminhos de penitência diária moldados em novos
referenciais.
Foi lindo estar, em comunidade, em comunhão
com irmãos de fé, nessa celebração, orando, louvando e cantando à
Maria.
Que Nossa Senhora
de Fátima interceda por cada um de nós.
Imploremos, a Ela,
o dom da paz, a nossa fidelidade à Igreja e a vivermos em constante comunhão
fraterna. Contemplemos com frequência, como a pastorinha Lucia, o
Santíssimo Sacramento e tenhamos um amor incomensurável à
Eucaristia.
Nair
Pimenta




O mistério do sem fim, coração do homem. Capaz de tamanhas
façanhas na amplidão infinita de céu e terra. Ah que se curvar, pelo caminho
afora, diante dos encantos mais variados e, muitas vezes, mãos postas, deixar
surgir alguma silenciosa prece. Acenos que se interpõem nos horizontes,
verdadeiros sinais da paz inquieta dos caminhantes. Uma flor de borboleta pode
dar asas ao coração e trazer, de perto ou de longe, inspirações alvissareiras.
Humano, de alma vazia, sem sonhos, não consegue alcançar respiro suficiente para
cruzar barreiras. Existência amarga daqueles que não sentem o gosto da poesia,
da arte, da música boa. Entre tantos estigmas, é possível colher do fundo da
gente, como mestra de outros, a sensibilidade sagrada de quem se encanta e por
isso louva e cuida dos divinos e graciosos dons. “Olhai os lírios do campo como
crescem: não trabalham nem tecem. Entretanto vos digo que nem Salomão, no auge
de sua glória, vestiu-se como um deles” (Mt 6, 28-29).